Domingo, 11 de Outubro de 2015, 14h46
Cuidando da ansiedade (parte 1) - A atividade física
Uma das formas de tratar a ansiedade sem medicamento é fazer exercício físico, uma vez que permite que o seu corpo liberte o excesso de energia acumulada

Sérgio Antonio Costenaro
Primavera do Leste - MT

A ansiedade é um estado emocional normal que nos permite enfrentar as exigências da vida quotidiana. No entanto, quando é exagerada e excessiva e sem motivo aparente real podemos estar diante de um possível transtorno da ansiedade.

Existem várias formas de lidar com a ansiedade e o que vai determinar o tipo de tratamento é exatamente o nível dela. Se for alto e/ou persistente (você tem a oportunidade medi-la em um post anterior) procure um profissional (psicólogo ou psiquiatra) que fará o diagnóstico e o tratamento corretos. Para estes casos temos à disposição o tratamento psicofarmacológico, a psicoterapia e o neurofeedback que serão comentados em posts futuros. Porém, para os níveis mais baixos de ansiedade e/ou nas crises de ansiedade existem formas alternativas de tratá-la ou até mesmo de prevení-la. A primeira delas está ao seu alcance: a prática da atividade física.

 

A atividade física diminui a ansiedade

O corpo e a mente formam um único conjunto, influenciando-se mutuamente de forma direta e clara. A mente influencia o corpo e, qualquer doença, transtorno mental ou até mesmo o estado de humor, tem consequências  a nível físico. Quando estamos tristes ou angustiados, o nosso corpo tem menos resistência e reage mais lentamente do que quando estamos bem. Da mesma forma, um corpo saudável tem reflexos emocionais, elevando a nossa autoestima, melhorando a autoconfiança e o bem-estar. Através da atividade física, o corpo influência a mente com inúmeros benefícios.

 

Os efeitos da atividade física no cérebro

Uma das formas de tratar a ansiedade sem medicamento é fazer exercício físico, uma vez que permite que o seu corpo liberte o excesso de energia acumulada.A prática regular de atividade física promove a produção de endorfina que se liga numa área do cérebro chamada Dopaminérgica Mesolímbica Central (Área do prazer). Também conhecida como o hormônio do prazer, ela diminui a dor e aumenta a sensação de prazer e felicidade. A atividade física produz também triptofano, que é a base para a produção de serotonina, prevenindo contra a depressão. Produz  também a prolactina, um hormônio que nos faz relaxar e estimula ainda a produção de BDNF (Fator Neurotrófico derivado do Cérebro) melhorando a atenção e a concentração. Reduz o colesterol, o cortisol e o glutamato. Além disso, a atividade física ajuda a modular o apetite e, consequentemente, a melhorar a autoimagem.

A atividade física diminui o risco de abuso de substâncias (álcool, drogas), o risco de depressão e da Síndrome de Burnout. Além de reduzir o risco de doenças mentais também reduz o uso dos remédios. As pessoas que praticam atividade física têm melhor capacidade de lidar com as emoções, têm maior autocontrole, são menos irritáveis e, consequentemente, menos ansiosas. Esta melhora emocional possui influência direta e positiva sobre a socialização e os relacionamentos, diminuindo a tensão emocional, melhorando o humor e a percepção da realidade, aliviando o estresse e combatendo a insônia.

Para que a atividade física seja realmente benéfica e traga bons resultados é muito importante que se faça uma avaliação médica prévia,  que seja acompanhada por um especialista na área (educador físico, fisioterapeuta) e que seja prazerosa, caso contrário não passará de um “fogo de palha”.

 

 

 


Fonte: Clique F5
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