Domingo, 23 de Agosto de 2015, 08h04
DOENÇA DA VISÃO
Degenerescência macular da idade
Uma doença degenerativa que envolve a parte mais central da retina humana

Elaine Sampaio

DMI ou Degeneração Macular Relacionada à Idade é uma doença degenerativa que envolve a parte mais central da retina humana, responsável pela nossa visão de nitidez e chamada de mácula.

Trata-se de uma doença geneticamente determinada e que afeta, principalmente, as pessoas de pele clara e com idade superior aos 50 anos.

Existem duas formas da doença, sendo uma mais prevalente e menos grave, chamada de DMI seca; primeiramente, as pessoas com DMRI notam um embaçamento da visão central, especialmente durante as tarefas como leitura ou costura. Além disso, as linhas retas podem aparecer distorcidas ou deformadas. Conforme a doença progride, pontos cegos podem se formar dentro do campo visual central. Na maioria dos casos, se um olho tem DMRI, o outro olho irá desenvolver a doença. A extensão da perda da visão central varia dependendo do tipo de DMRI – seca ou úmida

A DMRI úmida representa cerca de 10% dos casos de degeneração macular. É também chamado de neovascularização de coróide (CNV), neovascularização sub-retiniana, ou degeneração exsudativa ou disciforme. Na DMRI úmida, vasos sanguíneos anormais crescem sob a mácula. Esses vasos vazam sangue e fluidos na mácula que causam danos nas células fotorreceptoras. A DMRI úmida pode progredir rapidamente e causar perda substancial da visão central.

A exposição ao sol, tabagismo, hábitos nutricionais e associação com doenças metabólicas e circulatórias como o diabetes e a hipertensão arterial, influenciam o início da doença.

Com o passar dos anos, a DMI fica acentuada. O principal fator de risco para essa doença é a idade. Hoje, a DMI afeta 1,75 milhão de norte-americanos, e esse número deve crescer para 3 milhões até 2030.

Cientistas que estudam as pessoas  em estado inicial e intermediário da doença, descobriram que dessas pessoas que comiam menores quantidade de vegetais e gordura animal eram menos propensos a desenvolver DMRI avançada.

Porém, peixes e nozes podem retardar o progresso da DMRI. Estudos tem revelado que o consumo de peixe – que é rico em ômega-3 – tem um efeito preventivo. Os pesquisadores não conseguiram determinar qual noz, ou em qual quantidade, deva se consumir.

Também, descobriram que vegetais verdes e coloridos  podem ajudar a reduzir a possibilidade de desenvolver a doença. O paciente deve seguir rigorosamente as recomendações do seu médico, pois cada paciente necessita de quantidades específicas de nutrientes.

 

Os pesquisadores estão descobrindo que a genética parece ser um fator importante em mais de metade dos casos de DMRI. 


Fonte: Clique F5
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