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Terça-feira, 16 de Janeiro de 2018, 20h:00

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Para aprovar reforma da Previdência, base aliada trabalha em pleno recesso

Por se tratar de uma emenda constitucional, serão necessários pelo menos 308 votos favoráveis, entre os 513 deputados, para a proposta ser aprovada


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A reforma da Previdência será votada no plenário da Câmara assim que o recesso parlamentar acabar
ALAN SAMPAIO/iG BRASILIA
A reforma da Previdência será votada no plenário da Câmara assim que o recesso parlamentar acabar

As articulações em torno da reforma da Previdência devem se intensificar nos próximo dias. Isso porque, com a proximidade do fim do recesso parlamentar – marcado para o dia 2 de fevereiro –, há quem já esteja trabalhando nos bastidores da Câmara dos Deputados. 

Esse é o caso dos deputados da base aliada que, em sua maioria, estão se movimentando em seus estados para angariar os votos necessários para aprovar a reforma da Previdência . A matéria será votada no plenário da Câmara assim que o recesso acabar. 

A estratégia envolve encontro com governadores, prefeitos e outras autoridades locais com o objetivo de aproximar o debate da reforma das bases eleitorais dos deputados.

Em Brasília, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, tem se reunido desde o início do ano com vários parlamentares para definir as próximas estratégias de articulação em busca dos votos para aprovar a reforma.

Responsável pela articulação política do governo, Marun disse que a reforma da Previdência “está em todos os diálogos” da agenda da equipe de governo e o clima em torno da reforma tem melhorado e se tornado mais “favorável”.

Por se tratar de uma emenda constitucional, são necessários pelo menos 308 votos favoráveis entre os 513 deputados para ser aprovada, em dois turnos. Desde o fim do ano passado, os principais articuladores da base governista tem evitado comentar o número atual de votos já conquistados em prol das mudanças na Previdência.

Segundo líderes governistas, a contabilidade dos votos deve ser fechada com mais precisão no início de fevereiro, quando as lideranças já estarão em contato mais direto com as bancadas.

Impacto preliminar

A notícia do rebaixamento da nota de investimento do Brasil reacendeu o debate e deve reforçar os argumentos da equipe favorável à reforma. Na visão dos líderes governistas, a redução da nota gerou um “impacto preliminar” na motivação dos parlamentares.

“Isso melhora na narrativa para nós que defendemos [a aprovação da reforma", disse o líder da maioria na Câmara, Lelo Coimbra (PMDB-ES), que completa: "agora é torcer pra gente reunir a tropa, né? Não é tropa de choque, é tropa de convencimento”.

O presidente Rodrigo Maia também acredita que a avaliação negativa do país pode contribuir para convencer os parlamentares. Já para o ministro Marun, a notícia do rebaixamento do grau de investimento do Brasil ajuda na conscientização da sociedade e consequentemente dos parlamentares, mas “a notícia em si não vai trazer votos”.

“A consciência de que nós temos que reformar a Previdência já é consolidada. Claro que eu vejo a notícia do rebaixamento como ruim, porque não deixa de corroborar o que nós estamos afirmando: que o Brasil precisa reformar sua Previdência pra ter a perspectiva de um futuro de menos incerteza e de mínima prosperidade”, disse Marun.

O ministro disse que esta semana ainda não deve ter nenhuma grande reunião em Brasília sobre a reforma da Previdência, pois ele e outros articuladores, como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estarão fora da capital.

* Com informações da Agência Brasil.

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