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Quarta-feira, 14 de Junho de 2017, 01h:10

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Joesley Batista volta para o Brasil e presta depoimento à Procuradoria

Assessoria do proprietário do grupo J&F diz que o empresário estava na China após fechar acordo de delação premiada e que família foi ameaçada


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JBS ajudou a financiar campanhas de 1.829 candidatos de 28 partidos, segundo Joesley Batista
Reprodução/Facebook
JBS ajudou a financiar campanhas de 1.829 candidatos de 28 partidos, segundo Joesley Batista

O empresário Joesley Batista, proprietário da empresa J&F – holding que controla a JBS –, voltou ao Brasil no último domingo (11) e já prestou depoimento à Polícia Federal sobre as irregularidades investigadas pela Operação Bullish, que investiga a concessão de empréstimos por parte do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

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De acordo com informações publicadas nesta terça-feira (13) pelo jornal “ O Estado de S.Paulo ”, Joesley Batista estava na China após a divulgação dos áudios de conversas do empresário com o presidente Michel Temer (PMDB), nas quais o peemedebista teria avalizado o pagamento de propinas.

A assessoria do dono da J&F afirmou que, após o fechamento do acordo de delação premiada, o empresário não foi para Nova York, ao contrário do que havia sido divulgado. A nota enviada ao “ Estadão ” diz que a família de Joesley chegou a ser ameaçada após o vazamento dos áudios.

O empresário afirmou, também por meio de sua assessoria, que participou de reuniões em Brasília na última segunda-feira (12), mas não especificou o que foi tratado nessas ocasiões. O depoimento prestado por ele no âmbito da Operação Bullish não tem a ver com a delação que Joesley assinou com a PGR (Procuradoria-Geral da República) e que motivou a abertura de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) contra Temer.

Propinas

Em um dos anexos de sua delação premiada, o empresário afirmou que pagou R$ 4,7 milhões em propina a Temer nas campanhas eleitorais de 2010 e 2012. O proprietário do grupo J&F relatou ter participado de pelo menos 20 encontros com o peemedebista.

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O empresário PGR uma gravação na qual Temer endossa o pagamento de uma "mesada" para calar o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB)  e o operador de propinas Lúcio Funaro, ambos presos. Ao saber desta informação, o presidente teria solicitado que a prática não parasse: "Tem que manter isso".

No depoimento aos procuradores, Joesley revelou que a ordem da mesada na cadeia não partiu de Temer, mas que o presidente tinha total conhecimento de toda a operação.

Outra informação que atinge diretamente o presidente é a de que Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), homem de confiança de Temer e ex-assessor especial da Presidência, teria recebido R$ 500 mil de propina para cuidar de uma pendência da J&F, holding que controla a JBS. A pendência, no caso, seria a disputa entre a Petrobras e a J&F sobre o preço do gás fornecido pela estatal para a termelétrica EPE.

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Também foi divulgado áudio de conversa na qual o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) negocia com Joesley Batista o pagamento de propina no valor de R$ 2 milhões.

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