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Sábado, 10 de Novembro de 2018, 13h:05

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Defesa de Joesley Batista faz novo pedido de liberdade para o empresário

Cleia Viana/Câmara dos Deputados - 28.11.17 Joesley Batista está preso temporariamente na sede da Polícia Federal, em São Paulo A defesa de Joesley...


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Joesley Batista está preso temporariamente na sede da Polícia Federal, em São Paulo
Cleia Viana/Câmara dos Deputados - 28.11.17
Joesley Batista está preso temporariamente na sede da Polícia Federal, em São Paulo


A defesa de Joesley Batista entrou com um pedido de liberdade junto à desembargadora Mônica Sifuentes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) na tarde deste sábado (10).  Preso temporariamente desde a sexta-feira (9), o dono da JBS se encontra na sede da Polícia Federal, em São Paulo.

Segundo o pedido, Joesley Batista não teria mais como interferir na investigação que apura irregularidades no Ministério da Agricultura e, além disso, o empresário colaborou com a Justiça em todos os momentos em que foi solicitado seus depoimentos, sem ter omitido informações.

"Não consta dos autos qualquer indicio de que o requerente esteja ocultando provas ou obstruindo as investigações. Ao contrário, todos os seus atos revelam o mais absoluto compromisso com o esclarecimento destes e de outros fatos", escreve o advogado André Callegari no ofício.

A defesa também alega que Joesley poderá ser uma das testemunhas caso seja chamado a depor na segunda-feira (12), quando acontece o processo de revisão do acordo.

O pedido foi encaminhado justamente para a mesma desembargadora que pediu a prisão temporária do dono da JBS , de Ricardo Saud (ex-diretor executivo da empresa), de Antonio de Andrade, atual vice-governador de Minas Gerais e ex-ministro da Agricultura durante o governo de Dilma Rousseff, Neri Geller, que se elegeu deputado federal para o próximo mandato, além de outros executivos ligados ao grupo J&F. Todos são acusados de integrarem um esquema de corrupção dentro do ministério em conluio com a Câmara dos Deputados.

Joesley Batista firmou um acordo de delação premiada em 2017 e se comprometeu, inclusive, a gravar conversas com Michel Temer. Na época, ele alegou que a JBS pagava propina ao ex-deputado federal Eduardo Cunha, que já estava preso em Curitiba acusado de corrupção.

O empresário, porém, foi detido em setembro do mesmo com a acusação de omitir informações e deixou a cadeia em março deste ano após o tempo de prisão preventiva vencer.

Desta vez, entretanto, Joesley Batista foi preso temporariamente após ter o seu nome envolvido no esquema do “Quadrilhão do MDB” em delação de Lúcio Funaro .

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