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Quinta-feira, 08 de Novembro de 2018, 13h:51

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UFPE aciona Ministério Público para investigar ameaça a professores

Divulgação/UFPE Campus da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) em Recife, onde carta com ameaça a professores foi deixada A Universidade Federal...


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Campus da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) em Recife, onde carta com ameaça a professores foi deixada
Divulgação/UFPE
Campus da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) em Recife, onde carta com ameaça a professores foi deixada

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) acionou o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF), solicitando que ameaças a professores e estudantes da instituição de ensino sejam investigadas.

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A Procuradoria da República em Pernambuco já havia instaurado na quarta-feira (7) um procedimento para acompanhar a apuração policial, que tenta identificar quem deixou na sala do Diretório Acadêmico de História, na última terça-feira (6), uma carta com ameaças a professores e alunos junto de uma lista de nomes de frequentadores do Centro de Filosofia e Ciências Humanas a serem "perseguidos". O conteúdo da carta foi reproduzido em redes sociais.

Intitulada Doutrinadores e alunos que serão banidos do CFCH, a lista apócrifa elenca uma série de docentes, classificando-os como “ doutrinadores ”, “comunistas” e “uma ameaça à moral e aos bons costumes”. Já os alunos da instituição são tratados como “orientandos esquerdistas” e um “exército de viados, travecos, feminazis, prostitutas e todos os tipos de degenerados”.

Em um comunicado divulgado em seu site, a universidade repudiou as ameaças e insultos que estão sendo feitos a professores e estudantes do Centro de Filosofia e Ciências Humanas “devido ao posicionamento político-ideológico, à orientação sexual e à etnia”. Além de acionar o MPF e a PF, a reitoria da universidade também determinou a abertura de uma sindicância interna para tentar esclarecer os fatos.

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“A UFPE não admite, sob qualquer hipótese, que a violência ameace as liberdades de cátedra e individuais, defendendo a academia como espaço para o pluralismo de ideias”, afirma a reitoria, convocando a comunidade acadêmica a denunciar casos semelhantes à Ouvidoria-Geral da instituição, por meio do site da universidade.

Em suas redes, o coordenador do Programa de Pós-Gradução em Sociologia, professor José Luiz Ratton , classificou os ataques aos citados nominalmente como “ofensas às várias e desejáveis formas de afirmação da cidadania brasileira, à autonomia da universidade pública, às liberdades civis e à democracia”.

Na tarde desta quarta-feira (7), a Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe) realizou um ato em repúdio às ameaças a professores , em frente ao Centro de Filosofia e Ciências Humanas. De acordo com a associação, cerca de 200 pessoas participaram do ato.

* Com Agência Brasil

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