Internacional /

Quarta-feira, 11 de Julho de 2018, 10h:47

A | A | A

Revolução de 1932: a partida da Força Pública ao Front

Reprodução Aproximadamente 33% dos mortos durante a Revolução eram integrantes da Força Pública Há 86 anos. Manhã gelada de 10 de julho de...


Imagem de Capa
Aproximadamente 33% dos mortos durante a Revolução eram integrantes da Força Pública
Reprodução
Aproximadamente 33% dos mortos durante a Revolução eram integrantes da Força Pública

Há 86 anos. Manhã gelada de 10 de julho de 1932. Informações iniciais diziam que a Força Pública (atual, PMESP) permaneceria apenas em apoio a Revolução de 1932. Todavia, no dia seguinte ao início do epopeico Movimento, as Unidades Operacionais da Força Pública (em torno de 10.000 homens) embarcaram para as periferias do Estado, guarnecendo os 5 setores de luta (Sul, Norte, Leste, Litoral e Mato Grosso), fronteiriças com o Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Leia também: conheça a história da Revolução Esquecida de 1924

Foram eles escrever a história da Revolução de 1932 :

1. 1º BCP- Batalhão de Caçadores Paulistas (atual 1º BPChq- ROTA, com sede na Capital);
2. 2º BCP (atual 2º BPM/M, responsável pelo policiamento de parte da zona Leste da Capital, nos arredores do bairro da Penha);
3. 3ª BCP (atual 3º BPM/I, com sede em Ribeirão Preto);
4. 4º BCP (atual 4º BPM/I, com sede em Bauru); 
5. 5º BCP (atual 5 BPM/I, com sede em Taubaté);
6. 6º BCP (atual 6º BPM/I, com sede em Santos);
7. 7º BCP (atual 7º BPM/I, com sede em Sorocaba);
8. 8º BCP (extinto);
9. 9º BCP (extinto);
10. Regimento de Cavalaria (atual RPMon, com sede na Capital);
11. Corpo de Bombeiros da Força Pública (com sede em São Paulo);
12. CIM- Centro de Instrução Militar da Força Pública (atual Academia de Polícia Militar do Barro Branco- APMBB, com sede na Capital);
13. Quartel General da Força Pública (atual Quartel do Comando Geral- QCG, na Capital); e
14. Guarda Civil- GC (com sede em São Paulo, unificada à Força Pública, em 1970, originando a PMESP)

Dos destacamentos Federais no Estado (Exército), quase 3.000 guerreiros se perfilaram em defesa da Lei, oriundos dos Batalhões das cidades de Caçapava, Itu, Jundiaí, Lorena, Pirassununga e São Paulo, além do Centro Preparatório de Oficiais da Reserva- CPOR, com sede na Capital).

De outros Estados, Batalhões do Exército se uniram a causa Constitucionalista:

1. 12º RI -Regimento de Infantaria, com sede em Belo Horizonte- MG;
2. 5° RCD- Regimento de Cavalaria Divisionária, com sede em Castro- PR;
3. 18º BC -Batalhão de Caçadores, com sede em Campo Grande- MT (hoje Mato Grosso do Sul -MS). 

Mais de 70 Batalhões, composto exclusivamente por voluntários civis, foram treinados e comandados por Oficiais e Praças da Força Pública.

A Força Pública , os Destacamentos Federais no Estado (Exército) e os voluntários civis, nos Batalhões de Caçadores Reservistas- BCR, todos irmanados constituíram o Exército Constitucionalista.

Leia também: COE: Livro de arte mostra as missões da tropa de elite da Polícia Militar de SP

Oficialmente, 634 combatentes morreram pelo ideal Constitucionalista no Estado de São Paulo e arredores, incluindo Martins, Miragaia, Dráusio, Camargo- MMDC e Alvarenga, mortos em decorrência dos acontecimentos de “23 de Maio de 1932” (veja mais em: goo.gl/2DSqBU) e Paulo Virgílio, herói de Cunha.

Saiba tudo sobre a Revolução de 1932 no iG
Reprodução
Saiba tudo sobre a Revolução de 1932 no iG

Dos que tombaram, 108 não eram Paulistas de nascimento... Os nordestinos foram aqueles que mais deram sua contribuição em sangue (30), grande parte integrantes dos efetivos da Força Pública. Na sequência, mineiros (29), cariocas (24) norte/centro-oeste (9) e sulinos (6). Como se vê, o termo "paulista" ultrapassa apenas a definição geográfica.

Injusto seria nos esquecermos dos estrangeiros (de coração brasileiro), que se entregaram pela Causa até a extinção de suas vidas: alemães (7), portugueses (6), ingleses (3), espanhóis (2), italianos (2), austríacos (2), russo (1), libanês (1) e húngaro (1) e um judeu-húngaro.
Muitos dos “estrangeiros” lutaram pelos seus países de origem (Rússia, Alemanha, Império Austro-húngaro) durante a I Guerra Mundial. Em alguns casos, outrora inimigos na Grande Guerra, contudo, em 1932, juntos pelo mesmo propósito, mesma Bandeira, mesma trincheira, mesma lápide... São Paulo é a “Terra do Mundo”.

Aproximadamente 33% dos mortos durante a Revolução eram integrantes da Força Pública (inclusos, Bombeiros e Guardas Civis).

Leia também: ROTA apreende arsenal de combate com duas criminosas e golpeia crime organizado

Grande parte de nossos heróis foram eternizados no Mausoléu/Obelisco de 1932, no bairro do Ibirapuera, na Capital. Muitos estão enterrados nos diversos Cemitérios de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro.

Fonte: Cruzes Paulistas: os que Tombaram na Revolução de 1932 pela Glória de Servir São Paulo.

0 Comentário(s)
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!
Edição impressa
imagem
os maiores eventos e coberturas
Você é a favor ou contra a revitalização das Avenidas de Primavera?
A favor.
Contra.
Não tenho opinião formada sobre o assunto.