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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2019, 14h:20

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"Agora sei que vou para a prisão", diz Battisti ao chegar à Itália após 40 anos

Reprodução/Polizia di Stato Cesare Battisti desembarcou nesta segunda-feira (14) em Roma, após 40 anos de fuga da Itália "Agora sei que vou para...


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Cesare Battisti desembarcou nesta segunda-feira (14) em Roma, após 40 anos de fuga da Itália
Reprodução/Polizia di Stato
Cesare Battisti desembarcou nesta segunda-feira (14) em Roma, após 40 anos de fuga da Itália

"Agora sei que vou para a prisão". Estas foram as primeiras palavras ditas pelo terrorista Cesare Battisti, de 64 anos, ao  retornar à Itália após período de quatro décadas em fuga. Preso nesse sábado (12) na Bolívia, ele foi condenado à prisão perpétua pela Justiça italiana em razão de  quatro assassinatos ocorridos na década de 1970 (crimes aos quais ele nega).

De acordo com o jornal italiano La Repubblica , os agentes de segurança que acompanharam o desembarque do terrorista no aeroporto de Ciampino, em Roma, disseram que Cesare Battisti estava quieto e aparentemente resignado com seu destino. No voo, que decolou da Bolívia no início da noite de ontem, Battisti conversou com os agentes sobre sua vida e dormiu bastante, sem expressar sinais de desespero.

O ex-integrante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) agora será encaminhado para cumprir pena na prisão de Rebibbia, também em Roma, numa cela em área de alta segurança reservada a terroristas. Battisti ficará em regime de isolamento total por um período de seis meses.

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Vídeo mostra desembarque de Cesare Battisti na Itália

Battisti estava no Brasil desde 2004 e, no país, chegou a ser preso em duas ocasiões. Em 2009, o então ministro da Justiça, Tarso Genro , concedeu refúgio político ao italiano, que se encontrava preso há dois anos. O caso foi discutido no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), que deixou a palavra final para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em seu último dia de governo, em 31 de dezembro de 2010, o petista decidiu conceder asilo a Battisti.

O imbróglio jurídico envolvendo o terrorista, no entanto, não se encerrou. Até que, no dia 13 do mês passado, o ministro do STF Luiz Fux ordenou a prisão preventiva do italiano. No dia seguinte, o presidente Michel Temer (MDB) assinou decreto anulando a medida de Lula que favorecia Battisti.

A Polícia Federal brasileira fez mais de 30 tentativas de encontrar o italiano, mas não o encontrou. A cooperação entre as autoridades brasileiras, italianas e bolivianas, no entanto, acabou dando resultado no último sábado, quando Battisti foi detido enquanto caminhava (com disfarce) por rua da cidade de Santa Cruz de La Sierra.

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O governo Jair Bolsonaro (PSL) fez reunião às pressas nesse domingo (13) para avaliar como o Brasil deveria agir quanto à prisão do terrorista. Foi anunciada a intenção de que Battisti fosse trazido ao Brasil antes de seguir para a Itália e até mesmo um avião da PF decolou rumo a Santa Cruz de La Sierra. Mas um acordo fechado paralelamente entre autoridades da Bolívia e da Itália frustrou os planos do governo brasileiro e definiu a partida de Cesare Battisti diretamente para Roma.

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