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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2019, 06h:04

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Se Jardine fosse pedreiro, taxista, piloto de avião ou técnico de futebol

Se o Jardine fosse garçom, entregaria todos os pedidos. Mas todos errados. Imagine a cena: a mesa um pede uma porção de batata frita e uma cerveja....


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Se o Jardine fosse garçom, entregaria todos os pedidos. Mas todos errados. Imagine a cena: a mesa um pede uma porção de batata frita e uma cerveja. Ele leva um bezerro manco e xixi de zebra. “Mooooooooo”, diz o bezerro, não acreditando no que vê. O chefe puxa a orelha de Jardine e ele pede desculpas. Mesa dois pede um escondidinho. Jardine, agora atento aos detalhes, se abaixa e se esconde dos clientes. “Não é assim, rapaz”, diz o dono do boteco. “Cê tá ficando xarope”. Uma semana depois, o bar tem seu dia mais importante. Receberá o presidente da República (que também não é grande coisa, muito pelo contrário) e mais uns dois assessores. E mantém Jardine como gerente do bar. É óbvio que vai dar piriri.

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Se o Jardine fosse taxista, levaria todos os passageiros sem reclamar, com sorriso no rosto. Mas levaria para o quinto dos infernos. O primeiro do dia, sete da matina, informa: aeroporto de Congonhas. Jardine se perde, erra o caminho, vai parar em Itapecerica da Serra. “Chegamos, senhor”. Se dá conta que errou. Dá meia volta e vai parar em Araraquara. E em Porto Alegre. E em Belo Horizonte. E em Manaus. No dia seguinte, o mesmo sujeito, acreditando fielmente na volta por cima do ser-humano, vem para outra corrida. Precisa chegar em meia hora. Do Morumbi para Guarulhos. E está com dor de barriga. Jardine como motorista. Óbvio que vai dar piriri. Dos grandes.

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Se o Jardine fosse pedreiro, jamais rejeitaria um serviço. O casal pede um ralo na cozinha. Ele faz o ralo no meio do quarto. De repente, oito ratos saem do ralo. E dez. E quinze. Fazem uma casa dentro da casa. Têm filhos, netos, bisnetos. Mandam embora os donos originais. E Jardine – vendo a besteira que fez – decide tentar expulsar os ratos.  Pensa em todas as possibilidades. Expulsa os ratos colocando queijo em todas as partes. E não se conforma porque os dentuços não fogem do lugar. Tenta comer um dos bichos, vivo. Outra besteira!

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Se o Jardine fosse presidente do São Paulo , se auto-contrataria para ser técnico do time. A imagem é clara: Insiste em volantes lentos. Em atacantes lentos. Em meio-campistas lentos. E nega os alertas da própria torcida, de saco cheio de suas trapalhadas. Quando a coisa estiver quase perdida, em casa, contra o fraquíssimo Talleres , protagoniza a grande substituição da noite. Para fazer dois gols em 10 minutos e levar para os pênaltis. Ou três, quem sabe. Atenção: coloca o DEFENSOR Araruna para ter mais poder de ataque. Tá na cara: vem piriri aí. E piiiiiiiiiiiiii da arquibancada. 

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