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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2019, 21h:32

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Após anúncio de demissão, presidente da Apex cumpre expediente normalmente

Reprodução/Facebook Nesta quarta-feira, segundo a Apex, Alex Carreiro realizou "despachos internos" e recebeu "autoridades de Estado" Logo após...


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Nesta quarta-feira, segundo a Apex, Alex Carreiro realizou
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Nesta quarta-feira, segundo a Apex, Alex Carreiro realizou "despachos internos" e recebeu "autoridades de Estado"

Logo após ter sua demissão anunciada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos), Alex Carreiro, trabalhou normalmente nesta quinta-feira (10). A informação foi divulgada pela assessoria da própria agência.

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Segundo a Apex , Carreiro realizou "despachos internos" e recebeu "autoridades de Estado".
"A Apex-Brasil esclarece que o presidente Alex Carreiro, nomeado para o cargo pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, cumpriu expediente normal na agência nesta quinta-feira (10/01), tendo efetuado despachos internos e recebido para audiências autoridades de Estado", divulgou a agência em nota.

A demissão de Carreiro foi publicada na noite de ontem (9) pelo ministro Ernesto Araújo em sua conta do Twitter. Na mensagem, Araújo agradece o presidente da Apex por sua "importante contribuição na transição e no início do governo". Como sua nomeação foi assinada no dia 2 por Bolsonaro, fazia apenas uma semana que Carreiro estava no cargo.



Sem experiência na área de comércio exterior e promoção comercial, além de nunca ter ocupado qualquer cargo relevante na administração federal, Carreiro chegou à presidência da Apex por sua amizade com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), um dos filhos do presidente.

Em seu primeiro dia no cargo, segundo informações divulgadas pela Reuters , o presidente da Apex demitiu 17 servidores, alguns com mais de 10 anos de casa. Carreiro ainda havia prometido para a próxima semana a demissão de mais 19 pessoas, o que, somado aos outros desligamentos, totalizaria mais de 10% do efetivo da agência.

As demissões, ainda de acordo com a agência de notícias, seriam motivados por um movimento de "despetização" da Apex. Apenas uma das pessoas desligadas até agora, porém, teria uma remota ligação com o PT: era irmão de um antigo assessor da ex-presidente Dilma Rousseff.

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Até um substituto para Carreiro já havia sido indicado pelo novo governo. O diplomata Mário Vilalva, escolhido para tentar diminuir os ruídos dentro da Apex , entrou no Itamaraty em 1976 e já serviu em grandes embaixadas como Washington, Roma, Lisboa e Santiago. Entre 2000 e 2006, foi o diretor-geral do Departamento de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores.

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