Homicídios /

Quinta-feira, 10 de Agosto de 2017, 15h:30

A | A | A

PJC finaliza inquérito de barbárie em Planalto da Serra

Suspeitos do crime agora devem aguardar julgamento.


Polícia Civil
Imagem de Capa
Paulo Pietro

Um caso que chocou toda a região de Planalto da Serra, ocorrido no ano de 2016 foi finalizado pela Polícia Judiciária Civil, nesta semana.

 

O assassinato de quatro pessoas em torno de uma propriedade rural que seria grilada pelos autores dos crimes, teria sido a motivação inicial para barbárie em Planalto da Serra, segundo as informações apresentadas pela PJC ao site G1.   

 

Seriam cinco pessoas que estariam envolvidas no desaparecimento e morte de dois fazendeiros, um advogado e um vaqueiro, todos assassinados em maio de 2016 .

 

Os suspeitos Mário da Silva Neto e Thiago Augusto Falcão de Oliveira estão presos preventivamente desde a investigação.

 

Tirço Bueno Prado, de 72 anos, e o filho Joneslei Bueno Prado, de 43 anos, foram morto pelos criminosos após não concordarem em sair de propriedade que seria arrendada.

 

As vítimas eram moradoras de Apucarana (PR) e adquiriram uma propriedade rural no município de Planalto da Serra, denominada Fazenda ‘Sapopema’ Além dos assassinatos, eles vão responder ainda por subtração de bens e veículos pertencentes às vítimas, ocultação e destruição de cadáver, falsificação de documentos e associação criminosa. Os dois últimos crimes também foram atribuídos a Rodinei Nunes Frazão, de 48 anos, Evangelista Matias Sales e João Edgar da Gama.

 

Rodinei inclusive foi detido pela Polícia Civil do município, e sua prisão chegou a ser divulgada no jornal O Diário.

 

A terceira morte realizada pelo grupo, foi do vaqueiro Claudinei Pinto Maciel, de 29 anos, ocorrido no dia 13 de maio de 2016, quando ele foi à fazenda das vítimas Prado, para tentar achar uma vaca que tinha fugido. Ele foi surpreendido pelos homens que estavam no local e para não correrem o risco de serem descobertos também assassinaram Claudinei.

 

A quarta vítima foi o advogado Sílvio Ricardo Viana Moro, que foi morto no dia 18 de maio do mesmo ano. O corpo foi localizado, decapitado, no dia 19 de julho na Estrada do Lago do Manso, nas proximidades da comunidade Bom Jardim, em Chapada dos Guimarães. Ele foi contratado pelos suspeitos, mas quando tomou conhecimento das mortes não quis representar os suspeitos, por esse motivo também acabou sendo morto.

 

A intensão dos suspeitos inicialmente era de arrendar a terra dos proprietários, não efetuar o pagamento e grilar a terra. Um dos envolvidos no crime, Mário Neto, inclusive é conhecido por realizar vários crimes, entre eles homicídios e grilagem de terras.

 

Eles contavam com todo o aparato de falsificação e de documentos para tentar dissuadir os proprietários. Porém Tirço Bueno insistia que aceitaria o arrendamento somente se pudesse continuar morando no local, o que descaracterizaria a grilagem. Em uma discussão os homens mataram o senhor e consequentemente seu filho, desencadeando todos os crimes que seguiram.        

 

Os suspeitos do crime estão detidos e devem aguardar a data do julgamento.

 

 

Da redação com informações da Polícia Judiciária Civil e site G1.                         

0 Comentário(s)
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!
Edição impressa
imagem
os maiores eventos e coberturas
O que você acha que deve ser feito com os carrinhos de lanche em PVA?
Devem ser retirados das avenidas!
Devem permanecer onde estão!
Devem ficar todos na Praça de Eventos!
Devem ser realocados para as praças da cidade!