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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2018, 09h:01

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População de Campo Verde fica preocupada com erosão na MT-140

Valor investido na obra é quase 10 vezes menor do que o projeto desenvolvido pelo governo do estado.


Paulo Pietro
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Paulo Pietro

A obra para contenção da erosão da MT-140, que fica na saída de Campo Verde para o trevo do Gardez, está chamando atenção da população, que ficou preocupada com a chuva da última sexta-feira (19), o grande volume de água quase fez com os lagos de contenção transbordassem. 

 

Mas o fato é que inicialmente a obra vem surtindo o efeito esperado, que é o de diminuir a força da água, para que a erosão não comece a prejudicar novamente aquele trecho da rodovia.

 

A obra foi inicialmente orçada pelo governo do estado em mais de um milhão de reais. O  acordo inicial era de que a SINFRA – Secretária de Obras e Infraestrutura se comprometeria em custear os materiais e a prefeitura daria a mão de obra, como explicou o secretário de obras do município Fabiano Teruel. “Quando o asfalto se rompeu nós estivemos em Cuiabá junto ao secretário Marcelo Duarte, os engenheiros da Sinfra vieram para cidade acompanharam em loco todos os problemas da região (como foi noticiado pelo O Diário), até que chegamos a um parecer, os engenheiros realizaram um projeto com três linhas de manilhas de 1,5 metros cada, em um trecho de 1050 metros. Seriam utilizadas pouco mais de mil manilhas, que na época cada uma custava em torno de R$ 980 mil reais, nesta ocasião o estado nos garantiu que seria nos seria fornecido esse material e nos comprometemos em garantir a mão de obra, que custaria em torno de R$ 150 mil reais”, explicou o secretário.

 

Mas o tempo passou e a SINFRA não fez sua parte como o combinado, realizaram a obra da travessia e reconstrução da pista, mas a obra de contenção da água foi completamente abandonada. “Nós os avisamos por várias vezes que a chuva iria levar novamente a pista, mas não nos deram ouvidos, como sempre os principais prejudicados seriam nossa população, então sentamos e buscamos uma outra maneira de resolver o problema”, comentou Fabiano. 

 

Como o estado se manteve inerte, o secretário de obras se reuniu com o prefeito Fábio Schroeter e o engenheiro Adilson Barbieri prontamente forneceu um projeto de contenção para o local, muito mais econômico do que o primeiro. “Foi uma solução excelente o projeto que foi realizado, quero salientar, pois atingimos os objetivos. Nossa principal preocupação era diminuir a velocidade da água, para que novamente ela não causasse os estragos e aumentasse a erosão. Nós fizemos sete bacias de contenção, nesta última chuva, que foi atípica vale ressaltar, duas dessas bacias tiveram problemas, uma delas estourou por completo e outra parcialmente. Os reparos já foram feitos e  estamos trabalhando na que foi perdida por completo e arrumando demais, que tiveram estragos menores, mas ainda está chovendo e temos que ficar parando o trabalho”, reiterou o secretário.

 

O projeto mais econômico e viável, custou os mesmos R$ 150 mil que seriam gastos somente com mão de obra e maquinário, se fosse executado o projeto do governo do estado. 

 

Alguns proprietários de terras na região abaixo da erosão se mostraram satisfeitos, pois a água vem chegando com quase nenhuma força nos locais críticos; “é obvio que o projeto também foi baseado em perspectivas, que não contemplaram que poderia chover quase 104 mm, em um curto período de tempo, mesmo assim, com estragos que serão reparados e algumas melhorias o projeto vai dar conta do recado”, segundo o secretário de obras. 

 

Fabiano lembrou a população de que se essa obra não existisse muito provavelmente com a última chuva de grande intensidade a pista teria sido rompida novamente. “Estamos em um período de transição de governo, se essa pista tivesse sido perdida novamente e devido ao período chuvoso, muito provavelmente iriamos recuperar essa estrada somente em meados de maio ou junho de 2019, vale ressaltar que o perigo ainda não está descartado, mas as obras estão sendo realizadas para evitar danos maiores, isso também não quer dizer que se o governo realmente tivesse realizado a obra prometida, ela não teria nenhum problema” finalizou.

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