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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018, 16h:39

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Cerimonia de lacração das urnas é realizada em Campo Verde com explicações importantes ao eleitor

As Fake News que colocaram em dúvida o sistema eleitoral brasileiro foram desmentidas na oportunidade


Paulo Pietro
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Paulo Pietro

A Justiça eleitoral de Campo Verde, realizou na manhã desta quarta-feira (12) a cerimônia de lacração das urnas eleitorais que serão utilizadas no segundo turno na eleição de presidente, já que estado decidiu em primeiro turno quem será o governador.

Com a presença de autoridades da justiça eleitoral local, além de representantes de partidos, da imprensa e também de eleitores, a cerimônia foi convocada com antecedência e contou com uma palestra ministrada pelo juiz eleitoral de Campo Verde André Guanaes Simões, pela chefe da 12° Zona Eleitoral Sheila Donadon e também pelo promotor do MPE Arivaldo Guimarães.

Além de ser uma cerimônia protocolar, que é realizada em todos os pleitos, dessa vez as autoridades sentiram necessidade de esclarecer a população sobre a seguridade do voto na urna eletrônica, pois muito foi se falado durante o primeiro turno, devido à enxurrada de Fake News e problemas relatados por alguns eleitores da cidade.

O meritíssimo juiz eleitoral de Campo Verde, André Guanaes Simões explanou em sua apresentação, como são formulados os processos eletivos eletrônicos no Brasil, desde sua formatação de software e hardware, até a transmissão dos votos para o TSE. Ele explicou sobre cada um dos detalhes das urnas e sobre o sistema de segurança, que nunca foi quebrado.

Em entrevista ele contou que “nessa cerimônia nós vamos testar todas essas urnas, colocando a prova sua sistemática de segurança, conferindo os resultados, contabilizando o voto para saber se tudo está em prefeito estado para o segundo turno. No total as urnas eletrônicas utilizadas no Brasil possuem 30 camadas de segurança embarcadas, desde o lacre que revela uma violação até o mais sofisticado sistema interno de segurança, alguns destes itens impedem que se quer um terceiro consiga ler os arquivos, pois eles são criptografados, esses arquivos internos das urnas também são assinados digitalmente por várias entidades, não somente pelo TSE, mas pela OAB, Polícia Federal, partidos políticos entre inúmeras outras entidades, essa assinatura digital serve para mostrar a procedência do arquivo, se por um acaso esse arquivo for modificado em uma virgula, ele perderá as assinaturas digitais e consequentemente sua validade, também são realizadas auditorias dessas assinaturas, por essas diversas entidades. Também temos o resumo digital que é uma contabilização do arquivo, que mostra uma sequencia de códigos, que se por um acaso forem modificados também invalidam a eleição. Na transmissão também existem sistemas de segurança, que é realizada por meio VTN somente em computadores específicos, são realizados testes para se descobrir se existem falhas, com vários especialistas, hackers, peritos, enfim, até hoje ninguém conseguiu burlar esse sistema, que tem inúmeros aspectos de segurança. Mesmo assim se alguém conseguir um dia burlar, ainda temos os boletins informativos impressos nas urnas, que computam a quantidade de votos de cada sessão, se houver divergência nos votos também temos uma invalidação das eleições.”

Para finalizar o Juiz disse que estudou muito sobre o assunto, que está convencido que as urnas são completamente seguras, “hoje eu digo com certeza absoluta que não tenho nenhuma dúvida sobre o assunto, coloco minha mão no fogo pela urnas eleitorais,” finalizou.

Vale ressaltar que em nenhum momento as urnas eletrônicas são conectadas a internet, que possibilitaria também a invasão pela rede.

 

Fake News

 

Um dos maiores motivos e propagadores da desconfiança da população foi justamente as Fake News (falsas notícias) geralmente encontradas em meio virtual, com montagens de vídeos e fotos que induzem o leitor a acreditar em histórias absurdas e conspiratórias para fraudar as eleições.

Sobre esse tema conversamos com o Promotor de Justiça de Campo Verde, Arivaldo Guimarães, ele nos revelou que “vários órgãos nacionais e até  mesmo internacionais fiscalizam nossas eleições no Brasil, segundo eles nosso modelo de eleição é um dos melhores do mundo, seguro e ágil para as apurações dos votos. Mas essa questão da Fake News realmente nos pegou de surpresa, imaginávamos que entre os candidatos realmente haveria uma guerra de informações falsas, como aconteceu, mas não estávamos preparados para também ser alvo dessa prática, a justiça eleitoral começou agir em cima da hora contra essas notícias falsas e elas se espalham, pois as pessoas não tem o discernimento de analisar as informações antes de ficar repassando, principalmente em redes sociais.”

Quanto uma punição para quem realize essa prática o promotor disse que “ existe um levante neste sentido, para criar um sistema de punição para quem produz Fake News, hoje como não existe legislação , o máximo que conseguimos e desmentir essas situações, mas temos que agir o quanto antes para realizar punições neste sentido, pois não são notícias que alguém fez sem querer e espalhou, são pessoas que tiram proveito econômico dessas situações, e ainda desestabilizar uma democracia , eu acredito que em breve teremos sim uma legislação para punir administrativamente e até mesmo criminalmente as pessoas que produzem e propagam essas Fake News.”  

 

Uma eleição mais simples com menos problemas

 

A chefe da 12° Zona Eleitoral de Campo Verde e Dom Aquino, Sheila Donadon, comentou sobre o segundo turno, segundo ela “no mapeamento dos problemas ocorridos, 99% aconteceram pois os eleitores se confundiram com a ordem de votação, pois o sistema é tão seguro neste turno quanto no primeiro, por ser uma votação apenas para um cargo, com apensas dois dígitos deve facilitar essa votação, não causar filas e nem transtornos.”

“Hoje nós convidamos algumas pessoas que tiveram problemas na hora da votação, que ficaram com dúvidas, muito também devido a essas Fake News que ficaram circulando e confundiram muito os eleitores, queremos demonstrar que essas cerimônias sempre foram públicas e na verdade a maioria da população nunca se interessou por isso, mas o sistema está aqui é seguro e elas hoje puderam comprovar,” finalizou Sheila.

Umas das eleitoras que tiveram problemas durante a votação e ficou em dúvida, por esse motivo registrou um Boletim de Ocorrências, Maria Hilária Ferri, esteve presente a cerimônia e no momento de teste foi a primeira a realizar a simulação do voto, confessou que “eu realmente tinha dúvidas quando ao processo, eu não sabia que o sistema não era interligado a internet e sabemos que hoje pela internet se faz muitas coisas erradas, quando me explicaram que os votos ficavam computados somente na própria máquina eu fiquei mais tranquila, foi um esclarecimento para mim muito importante. Como não havia aparecido foto no momento em que eu votei e encerrou a votação sem apertar o confirma fiquei em dúvida, mas agora com as explicações ficou mais fácil. A dica que dou para as pessoas é fazer com atenção digitar os números, esperar aparecer à foto e somente assim confirmar o voto.”             

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