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Quarta-feira, 11 de Maio de 2016, 16h:02

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O EXISTENCIALISMO E A SOCIEDADE

O existencialismo defende um homem completamente livre, mas absolutamente responsável.


Imagem de Capa
Milene Teixeira

 

O existencialismo é um estudo filosófico, que trata de questões referentes a existência humana, como as relações entre as pessoas, a liberdade, a angustia da morte, a vida em sociedade e outros.

Os existencialistas acreditam que o homem é completamente livre, e esta liberdade dá a ele condições para ser o “dono do mundo”, usufruindo e se relacionando com tudo o que existe, traçando seu caminho. Justamente por isso, esta filosofia diz que o homem é totalmente responsável por todas as suas ações, pelo seu sucesso ou fracasso, pois ele é perfeitamente capaz de definir o que é, e o que quer ser. Afirmam que “o homem é o que constrói para si”.

Existe no entanto, uma grande angustia na vida dos homens, causada justamente por essa liberdade total, é a angustia da morte, pois o homem é livre no mundo, mas este o subjulga na hora da morte, escolhendo e ditando a vez de cada um. O homem não pode escolher quando morrer, ele apenas sabe que, desde que nasce, um dia morrerá. Isto gera uma sensação de impotência, fracasso, afinal, por mais que faça, por mais duvidas que possa ter em sua vida, a morte é a única certeza do homem.

Uma outra questão tratada pelos existencialistas diz respeito ao convívio do homem na sociedade, já que eles afirmam que a sociedade as vezes torna os homens escravos, condicionando seus atos, guiando e coordenado seus pensamentos, e até tirando sua autonomia, tornando-os muitas vezes fúteis e superficiais, e fazendo com que todos vistam uma mascara, adquirindo a imagem daquilo que os outros querem que sejamos, e não daquilo que realmente somos.

Em relação a educação, o existencialismo diz que se deve incentivar o individuo a crescer em todas as suas potencialidades, e não incentivar o crescimento do conjunto, anulando a capacidade individual em prol do rendimento coletivo. Assim, afirmam que o individuo não se satisfaz no grupo bem como na sociedade, ele apenas revela e assume a postura do coletivo, ignorando a expressão da sua própria pessoa.

O papel da escola existencialista é encorajar o desenvolvimento e o crescimento de indivíduos livres autênticos, únicos e criativos, que busquem o conhecimento e com ele conquistem uma liberdade verdadeira, que o fara ver a si e aos outros como realmente são, respeitando a todos em quanto exerce sua liberdade, pois ele sabe que para ser verdadeiramente livre, é preciso assumir uma posição que não interfira na vida dos demais, deixando-os crescer e serem livres também.

No entanto, como é difícil reconhecer indivíduos que ajam assim em suas vidas. Todos querem ser livres, poucos se responsabilizam por suas vidas, muito poucos assumem o que querem e lutam por isso, a sociedade cria pessoas engessadas, presas em si mesmo, em suas crenças, em seus medos, nas suas limitações. E o que se vê são indivíduos com suas capacidades impedidas de desabrochar, covardes em realizar seus desejos, duvidosos a respeito do limite de suas ações, o que acaba fazendo da maioria, abusador do outro, seja pela atitude, seja pela palavra.

 

Em um tempo de tantos conflitos e opiniões contrarias, ensinar e aprender sobre a relação entre liberdade e respeito torna-se imprescindível. Lutemos por uma sociedade mais justa sim, por um mundo mais igualitário sim, mas sem ferir ou ofender quem pensa diferente. 

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