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Sábado, 08 de Agosto de 2015, 11h:21

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CRIANDO FILHOS MAIS FELIZES

Dicas para desenvolver todo potencial das crianças.


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Milene Teixeira

Ser pai e mãe mexe com a cabeça das pessoas. Ao mesmo tempo em que altera a realidade (por todos os ajustes que terão que ser feitos na vida do casal a partir da chegada do pequeno), também modifica o imaginário dos pais.

Quando nasce uma criança, nasce na verdade uma criança idealizada, um “projeto” que os pais sonharam, e que a medida que se desenvolve na maioria das vezes não corresponde a este ideal. Refazer esse “projeto” é tarefa diária dos pais, que devem ir administrando suas expectativas e frustrações, e respeitando a individualidade do filho (seu temperamento, necessidades, desejos...) que já começam a aparecer nas primeiras semanas de vida.

A intensidade dessa tarefa faz com que os livros que ensinam como criar filhos sejam os mais vendidos em sites de compras. Isto porque os pais realmente buscam cumprir da melhor forma possível sua função de educadores. Porem suas lutas em fazer diferente de como os seus pais fizeram, a tentativa em superarem as próprias dificuldades, acaba gerando culpa, duvida e discussões.

Estudos mais recentes mostram que existem 10 competências que produzem bons resultados na educação dos filhos, e que serão listados de acordo com seu grau de relevância na construção de relações entre pais e filhos:

1. O primeiro é trivialmente conhecido: amor e carinho! Apoiar e aceitar os filhos, entendendo que são pessoas individuais, com gostos e ideias próprias, e usufruir dos momentos passados com eles de forma prazerosa e legitima.

2. Este item esta sendo discutido só recentemente, e se relaciona ao estresse dos pais. Este deve ser bem administrado, inclusive sendo recomendado que os pais tenham ‘um momento para si’. Pais calmos e satisfeitos são comprovadamente mais receptivos e pacificadores.

3. Um bom relacionamento com o cônjuge e com outras pessoas importantes de suas vidas demonstram a importância de se cultivar relações afetivas verdadeiras, e dão para criança uma segurança de estabilidade afetiva.

4. Estimular a autonomia e independência, e embora esse seja um item conflitante quanto à medida de independência que se pode dar sem denotar negligencia ou ser sentido pela criança como desamparo, o respeitoso estimulo a tornarem-se confiantes e seres de iniciativa é fundamental.

5. Acompanhar a aprendizagem dos filhos faz com que eles se sintam estimulados e valorizados, reforça a autoestima e é sentido como ato de amor e encorajamento.

6. Preparar os filhos para a vida. Muitos pais relutam em tratar de certos temas com os filhos, como medos, sexo, morte ou drogas, acreditando que assim estão protegendo os filhos desses perigos ou dores, quando é justamente o contrario, aquilo que é ‘não dito’ é muito mais arriscado e doloroso para as crianças. Estes temas quando tratados em linguagem acessível, de acordo com o interesse expresso pela criança, servem como fortalecedor dos vínculos entre pais e filhos, e do caráter da criança.

7. Os pais devem ficar atentos ao comportamento, mas mais de longe! A interferência e correção constantes tornam os filhos dependentes e carentes de aprovação. Dar espaço e observar o comportamento dos filhos, e só intrometer-se quando for realmente necessário favorece autonomia e experimentação.

8. Bons pais promovem uma vida saudável, estimulam uma boa alimentação, pratica de exercícios regulares e bons hábitos de higiene.

9. O cultivo da espiritualidade na família vem ganhando maior importância. Percebe-se que num mundo tão conturbado e conflituoso, ter na família um espaço de cultivo de hábitos religiosos, onde a família se une em torno de uma crença é reconfortante e estruturante para as crianças, bem como o ensinamento do respeito ao próximo, as diferenças entre as pessoas, e o cuidado com a preservação da natureza.

10. A segurança também entra nessa lista, pois é preciso estar sempre atento a situações de risco e ficar vigilante quanto a amizades e atividades, especialmente as relacionadas ao uso da internet.

            A observância dessas práticas possibilita uma relação mais feliz e equilibrada entre pais e filhos e o resultado disso são que estes pais serão mais satisfeitos por sua atuação parental, e estas crianças serão adultos mais seguros, com melhor saúde e mais chances de sucesso, que no final, é tudo o que os pais desejam!

 

 

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